Browsing Category

Cozinha coletiva

Artesanal, Cozinha Natural, Cozinhar

Receitas com chocolate em versões vegetarianas

12 de abril de 2017

O chocolate não é um ingrediente fácil de trabalhar. Qualquer errinho pode comprometer a receita inteira. Além disso, a qualidade do chocolate influencia muito no sabor e na textura das preparações. É por isso que as pessoas tanto falam que o chocolate “de verdade” tem aí, no mínimo uns 50% de cacau. Bom, nosso objetivo aqui é passar algumas receitas fáceis com o chocolate que você tiver à sua disposição. Se você segue uma dieta vegana, já sabe que precisa buscar os chocolates com alto teor de cacau ou fazer o seu próprio chocolate.

Mas, existe chocolate que seja vegano? Nas minhas pesquisas e também na prática de cozinha indico duas marcas: uma que é fantástica (e orgânica ainda por cima), a Amma e a outra, mais acessível, a Melken Harald Dark.

Bom, antes de fazer qualquer receita com chocolate, preste atenção em duas coisas:

  1. Cuidado com a temperatura- Calor e chocolate são coisas que não combinam, a menos que você queira servir molhos ou chocolate quente. Para derreter o chocolate, use o tradicional banho-maria ou micro-ondas, neste caso, derreta aos poucos, tirando o chocolate a cada 30′ e mexendo.  
  2. Para cada preparo (coberturas, bombons) um tipo de temperatura. Algumas marcas indicam no verso na embalagem a temperatura ideal para cada receita. Preste atenção a isso.

Agora, vou compartilhar algumas receitas com chocolate em versões vegetarianas e que não vão exigir muito de você. O legal é que dá pra fazer antecipadamente e não custam caro. A primeira é um Brownie de chocolate e banana, sem ovos e sem leite, a segunda são as Trufas com leite de coco e cachaça de Umburana.  

 

Brownie de chocolate e banana

Aqui eu coloquei algumas castanhas de Baru tostadas, mas se você não tiver, faça sem, que também fica uma delícia. A versão que está abaixo é bem simples e mais acessível.

Esta é uma versão com castanha de Baru. Mas, se você não tiver, não tem problema. Pode fazer sem.

Essa foi a receita que eu apresentei durante o Festival de Curitiba para uma ação de marketing da marca Da Magrinha. Usei alguns ingredientes deles para fazer a receita.

INGREDIENTES:

1 xíc de  farinha de trigo branca ou farelo de aveia

1/2 xíc. de açúcar mascavo

1/2 xíc. de óleo vegetal (pode ser óleo de coco, porém o sabor é mais marcado. Eu uso Canola ou Girassol)

½ xícara de água morna 

1 colher de chá de extrato de baunilha

100g de chocolate meio amargo (60%, 70% de cacau)

1 pitada de sal

3 bananas maduras

1 colher (sopa) de sementes de chia

1 colher (chá) de fermento em pó

80 gr de cacau em pó

Para a ganache vegan

100 ml de leite de coco

200 gramas de chocolate 70%

COMO FAZER:

1-Pré-aqueça o forno em 180 ºC.

2- Amasse as bananas. Quanto mais maduras, mas doces. É isso que vai ajudar a adocicar o brownnie.

3- Hidrate a chia com duas colheres (sopa) de água.

3- Em uma tigela misture a farinha, o cacau, o óleo, o extrato de baunilha, uma pitada de sal, a água morna, a chia e finalmente, as bananas amassadas.

4- Derreta o chocolate em banho-maria e acrescente à massa. O resultado é uma massa firme, não líquida.

5- Depois de misturar, acrescente o fermento. Misture delicadamente.

6- Forre uma assadeira com papel manteiga, unte e coloque a massa. O tamanho da assadeira influencia na altura do brownie, opte por uma de 22, 5 cm x 22, 5 cm.

7- Asse por 15/20 minutos.

8- Se quiser, cubra com a ganache vegan. Basta aquecer o leite de coco até quase ferver. Em seguida, acrescente o chocolate até derreter. Cubra os brownies quando estiverem frios.

 

Trufas de leite de coco, café e cachaça.

Trufas com leite de coco e cachaça de Umburana

Você pode acrescentar um licor de sua preferência, cachaça, essência de rum ou ainda café. Aqui fiz duas versões: uma com café e a outra com a cachaça de Umburana.

INGREDIENTES

200ml de leite de coco

400g de chocolate meio amargo

1 colher (chá) de cachaça de Umburana

Cacau em pó

Amendoim torrado

Aqueça o leite de coco até quase ferver. Acrescente o chocolate e misture bem. Em seguida, acrescente o sabor de sua preferência. Refrigere por no mínimo 4h.

Após este período, a massa da trufa estará firme e pronta para ser modelada. Basta enrolar e passar no cacau ou amendoim.

Cozinha coletiva, Cozinha Natural

Páscoa vegana em Curitiba

21 de março de 2017

Aprenda a fazer ovos de Páscoa Veganos e bombons trufados com a Bela- Confeitaria Natural

Para muita gente, comprar ovos e chocolates na Páscoa não é tarefa simples. Uma situação em que todo acaba esbarrando é a questão financeira. Os preços estão altos e para muitos, realmente não compensa gastar tanto em ovos de chocolate. Para outros, é a dificuldade de encontrar opções que não contenham lactose e que sejam livres de produtos de origem animal. Bom, pensando nisso, uma dica é aprender a fazer os próprios ovos de Páscoa recheados, os bombons e ainda por cima saber como embalar e vender. Ficou interessado (a)?

Entre os dias 25 e 26 de março, a Isabela Faust, da Bela Confeitaria Natural, vai ensinar isso e muito mais na Oficina: Ovos De Páscoa Recheados Veganos (turma 1), em Curitiba. Eu já fiz um curso com a Bela, e olha, é super legal. Ela entende muito de Confeitaria Natural, ou seja, doces incríveis que não tem açúcar, bolos e tortas sem glúten e livres de ingredientes de origem animal. Você não precisa ser vegano pra aprender a fazer e curtir as receitas.

Foto de Elo des Bois

Trufas vegan- Cacau Amma 70%

Então, não perde essa. Faça seus próprios ovos de Páscoa e economize dinheiro. Além disso, você vai poder fazer estas receitas quando quiser. O investimento vale a pena.

Isabela Faust em Oficina de Confeitaria Vegana- Foto de Elo des Bois

As vagas são limitadas, então corre!!

Serviço:

Ovos De Páscoa Recheados Veganos (turma 1)

A BELA – Confeitaria Natural trabalha com ingredientes livres de origem animal, por isso estes ovos de páscoa não contém lactose.

O que eu vou aprender?

Objetivo: Através de aulas práticas, você aprender a confeccionar ovos, bombons, embalagens e técnicas de decoração com chocolate.

O que vai rolar? 

– Ovos lisos e simples;

– Mesclados e recheados: trufado negro, trufado de cajú, cocadinha e paçoca lovers;

– Bombons Trufados;

– Como embalar;

– Dicas de onde comprar ingredientes e como lucrar.

Quem pode fazer?

Todas as pessoas interessadas em aprender as técnicas para confecção de ovos de páscoa veganos. A idade mínima: 15 anos;

Material Incluso

– Insumos para preparar os ovos de páscoa.

* Trazer para o curso touca e avental;

Datas (2 turmas):

Turma 1

Local: Bela Confeitaria Natural – Rua Thomaz Otto, 142 – Pilarzinho

25/03 (14h às 18h) – Preparo dos recheios e preparo das cascas de chocolate;

26/03 (14h às 18h) – Rechear os ovos, preparar os bombons e embalar;

Investimento e Infos:

Vagas limitadas: 6 pessoas por turma

Valor: R$ 120,00

Se inscreve já! https://goo.gl/forms/RvKxExpybMXPENdh2

Dúvidas?

isabela_fausto@hotmail.com ou 41 99759-2770

lorenalenara1@gmail.com ou 41 99912-8400

Artesanal, Cozinha coletiva, Plantas

Mude a sua relação com a comida e viva melhor

9 de fevereiro de 2017

Quem afirma isso é o Kleber Antonio, Iristerapeuta , Quintaleiro e mediador de Oficinas sobre Quintal e Pancs- Plantas Alimentícias não convencionais. Conheci o Kleber há um ano atrás, e desde então, também virei “coletora” de alimentos que não são comerciais, desconhecidos pela maioria das pessoas. Achei as ideias dele muito interessantes, porque estamos em um momento em que é necessário e urgente repensar a nossa relação com os alimentos. E não falo de dieta pra ser saudável, emagrecer, não. Acho que devemos nos perguntar: O que entendemos por comida?

Eu entrevistei o Kleber em uma praça aqui em Curitiba, então tem barulho, gente falando. E, nesta mesma praça, a gente achou algo para comer, como você pode ver no vídeo. Ele mencionou que a ideia que temos de alimento é o da comida comprada pronta,  industrializada. Se lembrarmos das nossas mães e avós, tanto no meio urbano quanto no meio rural, fazer a própria comida não só era o básico, quanto a única opção possível. Hoje, naturalmente, isso mudou, mas há diversas pessoas e grupos que buscam repensar e resgatar os valores da alimentação natural e das refeições compartilhadas. E, como fazer isso?

  • Colete o seu alimento- Pesquise sobre os diferentes tipos de alimentos e plantas e varie a sua alimentação.
  • Plante e cultive os seus alimentos- Exercite o trabalho manual, o cuidado com a natureza e colha o alimento aí na sua casa, apartamento, condomínio.
  • Coletive-se- Sabe aquela máxima: sozinhos somos fortes, juntos somos imbatíveis? Faça parte de um grupo de horta urbana aí na sua casa, faça pão em família, divida o que você tem, troque com amigos, familiares e vizinhos.
  • Ensine- Sabe mais sobre determinado assunto? Que tal compartilhar seu conhecimento e criar uma rede de práticas e saberes?

Bom, agora é só curtir a entrevista do Kleber, que falou sobre isso e mais um monte de coisas legais. Na entrevista ele menciona um livro, que é essencial para quem quer conhecer essas plantas, o nome é: Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, de Valdely Kinupp e Harri Lorenzi. É um calhamaço que reúne mais de 10 anos de pesquisa sobre as plantas e as suas características, tem receita, tem foto. Procure conhecer e mude as suas ideias sobre alimentação.

Para quem quiser saber mais sobre o trabalho do Kleber, este é o perfil dele:

 

Artesanal, Cozinha clássica, História, Receitas Veganas Práticas

A melhor quiche sem ovos que eu já fiz

1 de fevereiro de 2017

A quiche, receita conhecida como uma criação francesa, é na verdade, uma torta de origem alemã proveniente da região de Lorraine (Alsácia-Lorena). Este era um território da população germânica e foi tomado pelo Luís XIV, foi devolvido depois, foi anexado pelo Terceiro Reich em 1940 e retomado pela França em 1945. A palavra quiche vem do dialeto da região e quer dizer “kuchen”, que significa torta. Basicamente é feita com creme de ovos, creme de leite fresco, toucinho, noz moscada e bacon. A treta com a quiche é coisa antiga e é sobre isso que eu quero falar.

Quando adaptamos receitas clássicas para versões vegetarianas ou brasileiras, tem gente que acha que não é uma boa, pois, defende-se que o ideal é criar novas receitas, desenvolver novas ideias. Até concordo. Mas, olha: pra isso eu tenho uma resposta baseada na história da quiche: receitas estão aí pra serem adaptadas e chamadas de suas. Imagina que louco: a gente achando que a quiche era sempre francesa, mas numa dessas, eles até “pegaram”a ideia dos alemães e venderam pro mundo como se fossem deles. Com a gastronomia acontece muito disso, mas como a comida faz parte da cultura, ela é dinâmica, não para. Se, antes o acesso aos ingredientes era limitado e restrito, atualmente a infinidade é tanta e tem tanta informação, que insistir sempre na mesma receita é no mínimo, chato, né não?

A versão que fiz da quiche leva creme de tofu no lugar dos ovos. Publiquei a foto no Instagram e agora revelo alguns segredinhos:

  • A base da torta foi farinha de grão de bico + azeite + sal. Uma xícara da farinha, uma colher de sopa de azeite e uma de chá de sal. Misturei e coloquei na forma.
  • Pré-assei a base por 10 minutos. Retirei do forno e preparei o recheio.
  • Esta quiche é uma versão vegetariana, então coloquei cogumelo e alho poró previamente salteados com azeite. Se você não tem isso, pode usar cebolas levemente douradinhas, abobrinha.
  • O creme eu fiz com uma xícara de tofu, meia xícara de leite de castanha de caju (pode ser outro), pimenta moída na hora, sal, noz moscada. Este creme fica bom para gratinar também ou ser usado no lugar do creme de leite.
  • Eu tinha um queijo falsiane de castanha de caju (aqui a receita completinha) que usei para dar uma crocância.
  • O resultado é um prato bem delicioso, leve e saboroso. 
Artesanal, Cozinha Natural

Leite de aveia é fácil e barato de fazer

31 de janeiro de 2017

 

RENDIMENTO: Meio litro.

TEMPO DE PREPARO: 30 minutos.

Quando começamos a adotar uma alimentação mais natural, um dos alimentos que consumimos com menor frequência é o leite de vaca. Mas, aí você pergunta: e bebe o quê no lugar? Tcharaã! Leites vegetais, que são ótimos substitutos para o leite convencional. Confesso que alguns fogem do meu orçamento semanal, como os de amêndoas e castanha de caju, aí sempre recorro para o Leite de Aveia, o mais fácil e barato de todos os leites vegetais do mundo!

 

Leite de aveia é ideal para quem busca uma alternativa ao leite convencional

Tá, pode não ser do mundo, mas entre os leites vegetais é o mais acessível. Olha só o que você vai precisar.

Ingredientes:

  • 30 minutos do seu dia
  • 2 xícaras de água (mineral, filtrada) morna
  • 1 xícara de aveia integral (orgânica, se o orçamento permitir)
  • Opcionais: canela, cacau, extrato de baunilha, melado, açúcar de coco, café gelado.

Utensílios:

  • Peneira
  • Liquidificador

Faz assim:

  1. Cubra a aveia com água e deixe de molho por pelo menos 30 minutos.
  2. Após este tempo, descarte essa água do molho e bata a aveia com as duas xícaras de água.
  3. Coe e está pronto.
  4. O resíduo que sobra deste leite pode ser usado para mingau, engrossar cremes ou ainda para ser a base de biscoitos de aveia (não joga fora, tá).

Extra, extra!

Se quiser mais “ralinho” bata com mais água. Se for usar pra molho, por exemplo, acrescente 1 colher de sopa de amido de milho. Fica muito bom para o estrogonofe ou bechamel vegano.

Comida brasileira, Cozinha coletiva, Cozinha Natural, Cozinhar

Cozinhar é coletivo

5 de dezembro de 2016
Feijuca da Bela

Feijuca da Bela

Em outubro, eu e a Isabela Faust- Cozinheira, Confeiteira Natural e aventureira profissional- resolvemos inventar moda e cozinhamos juntas no Coletivo Alimentar, um lugar bacaníssimo em Curitiba, que tem o objetivo de valorizar produtos, produtores e cozinheiros locais. No Coletivo, além de pessoas ótimas, você acha boa comida, café bom, insumos que vem de Agricultura Familiar, orgânicos, cerâmicas lindas, produtos de artesãos locais, etc, etc.  Aliás, este tipo de negócio, que reúne diversos profissionais independentes, está se tornando muito comum na capital paranaense. Esta é uma dinâmica muito interessante, porque são estes movimentos “alternativos” que dão uma renovada nos serviços, nos bares, nos negócios locais. Eu sou uma verdadeira entusiasta deste pequenos negócios e quando posso estou em todas.

Só pra contar pra vocês o que a gente inventou. Como a proposta era uma comida de Boteco, porém Vegetariana, eu e a Bela, fizemos um cardápio bem simples de Feijoada Vegetariana, Bolinho de Vatapá, Salada de Pupunha com Capim Cidreira e Farofa de Castanha de Caju e Berinjelonça, que é uma “leitura” da Carne de Onça, petisco típico aqui de Curitiba, que leva carne crua, cebola, mostarda e outros temperos. Dá uma olhadinha nas fotos.

Bolinho de Vatapá da Bela com Vinagrete e Chutney de Pimenta Cambuci

Bolinho de Vatapá da Bela com Vinagrete e Chutney de Pimenta Cambuci

Broa preta, Iscas de Berinjela, Cebolinha e Mostarda.

Broa preta, Iscas de Berinjela, Cebolinha e Mostarda.

A Berinjelonça é feita com a Berinjela Cortada em fatias finas. O esquema da Berinjela, sempre que você for usar, é deixar de molho por pelo menos 30 min. Isso tira o amargor dela. Aí é refogar a cebola com azeite, acrescentar as iscas de berinjela, molho inglês, sal, pimenta, páprica picante e claro, uma cachaça. Aí é: ou manteiga na Broa (pra quem é Ovo-lacto) ou Maionese Vegan, Berinjela, Cheiro Verde, mostarda e azeite. Pronto! Até quem não é vegetariano, vai curtir!!