Browsing Category

Receitas Veganas Práticas

Cozinha Natural, Cozinhar, Receitas Veganas Práticas

Alimentos vegetais ricos em proteína

30 de maio de 2017

Uma das maiores preocupações de quem resolve reduzir ou eliminar o consumo de carne é em relação à falta de proteínas. Proteínas são essenciais para manter o nosso corpo e mente em funcionamento, ajudam na construção e reparação dos músculos e nos dão energia para as nossas atividades diárias.

A maioria das pessoas consome carne para suprir a necessidade de proteínas. Mas, é possível encontrar proteínas em alimentos de origem vegetal. O que acontece é que muitos vegetais contêm pequenas quantidades de proteínas e o que você deve fazer é variar e combinar os vegetais, grãos e sementes pra ter uma quantidade suficiente de proteínas em suas refeições. 

Veja uma lista de alguns alimentos vegetais ricos em proteínas e algumas combinações que você pode fazer. Olha só:

Tofu é uma excelente fonte vegetal de proteína. Pode ser usado grelhado, empanado, combinado com vegetais e legumes ensopados, além de pastas e como recheio para sanduíches.

 

Feijões são os alimentos mais acessíveis pra quem quer fontes vegetais de proteína. Combine com uma porção de arroz, salada, sementes (como semente de girassol), farofa de castanhas e pronto!

 

Lentilhas podem ser usadas ao invés do feijão, como ensopados, sopas, currys, almôndegas, bolinhos ou como recheio de tortas e escondidinhos, além de chillis.

 

O arroz, cogumelo e o gergelim formam uma combinação vegetal perfeita pra completar as proteínas em seu cardápio. Use o cogumelo que for acessível pra você, misture com brocólis, arroz e sementes, como linhaça ou amaranto.

Comida de verdade, Cozinha Natural, Receitas Veganas Práticas

Erros comuns ao fazer pão

22 de maio de 2017

Erros comuns podem comprometer a qualidade do seu pão caseiro

Fazer pão é uma das atividades na cozinha que eu mais gosto. Ver a massa crescer, depois dar forma, esperar, assar… Aprendi há uns dois anos como fazer pães de fermentação natural e aí, as madrugadas nunca mais foram as mesmas, porque diferente do fermento biológico industrializado, a fermentação demora um pouco mais. 

Neste post vou falar de tudo o que pode dar errado na hora de você fazer o pão em casa. Depois que assa ele “murcha”? Será que se usa água quente ou gelada? Por que ele parece que está “abatumado”? Selecionei alguns dos principais erros e agora compartilho com você.

1- A massa não está boa, então taca mais trigo! Não faz isso. Cada um tem uma receita pra fazer seu pão, o mestre Renê, ensinou uma fórmula (trigo é 100%, água (hidratação 65, 70%, fermento 1% e sal 10%). Pra 500g de trigo, 325 de água, 1g de fermento e 10 gramas de sal. Precisa misturar bem os ingredientes antes de sovar. Aposte na qualidade do trigo e da água, sempre. Quanto mais proteína tiver a sua farinha, melhor será o pão. 

Estas são farinhas encontradas nos supermercados. A quantidade de proteína não é tão alta, mas é o que geralmente tem disponível. Marcas como Marfil tem farinhas orgânicas com mais proteína.

2- Misturar o sal junto com o fermento- Nunca. Aprendi também com Renê, que isso pode “matar” o fermento. O ideal é acrescentar o sal só no final. A qualidade do fermento, o clima, a temperatura, etc., são fatores que vão influenciar muito na hora do seu pão crescer. Preste atenção a isso.

3- Não sovar direito- Pão bom foi bem sovado. A textura e a maciez vão depender diretamente de como você fez esta etapa. Então, tira aí uns 10 minutos e sove a massa com carinho.

4- Usar água muito quente ou fria pra ativar o fermento- Aqui em Curitiba é bem frio, então o ideal é que a água pra fazer o pão esteja aí em uma temperatura de uns 23, 24 graus. Mais do que isso, os fungos morrem e menos do que isso, eles não ativam.

5- Não deixar a massa descansar- Não é à toa que até nas embalagens de fermento, constam algumas orientações para que a massa “descanse”. São pelo menos 2 etapas de descanso: 1) depois que você sova. Média de 45 minutos (fermento comum) e natural (entre 8h e 16h) 2) depois que você dá forma pro pão, focaccia ou massa de pizza.  (Mais uma ou duas horas). 

Bom, agora que você já sabe o que deve fazer pra ter o seu pão caseiro perfeito, confere aí a nossa receita de Pãozinho semi-integral com chia e gergelim.

Pãozinho semi-integral com chia e gergelim 

250g de farinha de trigo branca

150g de farinha de trigo integral

100g de farinha de quinoa (centeio, aveia ou outra de sua preferência)

1g de fermento biológico seco (aquele comprado em supermercados)

325g de água

10g de sal

20 g de chia (reserve 10g pra cobrir os pães)

20 g de gergelim (reserve 10g pra cobrir os pães)

  1. Misture as farinhas e o fermento.
  2. Acrescente o gergelim e a chia.
  3. Acrescente a água.
  4. Acrescente o sal.
  5. Misture tudo até incorporar os ingredientes.
  6. Sove o pão em uma superfície bem limpa. Por uns 10 minutos, no mínimo.
  7. Deixe descansar por no mínimo 45 minutos ou até dobrar de volume.
  8. Depois deste tempo, modele os pães e deixe-os descansar por no mínimo 45 minutos ou até dobrar de volume.
  9. Pincele óleo de canola ou girassol e espalhe a chia e o gergelim.
  10. Pré-aqueça o forno por 15 minutos a 180 graus.
  11. Asse por 25/30 minutos.
  12. Os pãeszinhos podem ser congelados assados por até 3 meses. Embrulhe-os em alumínio, coloque em um saco plástico e descongele em temperatura ambiente antes de aquecer no forno.

Aqui é a etapa depois que o pão fermenta pela primeira vez. A gente faz as bolinhas, coloca a chia e o gergelim.

Comida de verdade, Cozinha Natural, Receitas Veganas Práticas

Smoothie colorido em três passos

17 de maio de 2017

Fácil e rápido: smoothie é uma opção vegana e deliciosa pra você variar o café da manhã

Fiz esta receita e postei lá no Instagram em homenagem aos meus amigos Igo Martini e Márcio Marins em celebração ao Dia Internacional do Combate à LGBTfobia. A intenção era se inspirar nas cores do movimento para montar uma receita que chamasse a atenção das pessoas. E deu certo 🙂 Esta receita é tão fácil, que se você quiser consegue fazer ainda hoje. Olha só:

Primeiro passo- As frutas: 1 banana prata ou caturra, sem casca, cortada em rodelas e congelada. Meia manga, meio abacate, 8 morangos, meio mamão papaya (pode ser outro), duas colheres (sopa) de açaí.

Você pode usar as frutas que tem à disposição. Aproveite as frutas que estão muito maduras e evite o desperdício de alimentos.

Segundo passo- A preparação: Tire as bananas do congelador. Elas vão dar cremosidade e consistência quando você misturar com outras frutas. Com água mesmo ou um pouco de leite de coco (duas colheres de sopa) bata na função pulsar: os morangos com metade da banana, reserve (de preferência no congelador), depois a manga, o abacate, e o mamão papaya com a outra metade da banana. Reserve cada fruta separadinha se quiser esse efeito colorido. Não precisa colocar açúcar, mas se quiser, coloca um pouco de melado ou mel.

Smoothie é uma opção gostosa e saudável para o café da manhã ou lanche.

Terceiro passo– Agora é só montar. Em um copo ou bowl, coloque: açaí, o abacate, a manga, o mamão e o creme de morangos. Coloca granola, as frutas que você quiser e pronto! Só postar no Instagram e mostrar pra gente como ficou.

Artesanal, Cozinha clássica, História, Receitas Veganas Práticas

A melhor quiche sem ovos que eu já fiz

1 de fevereiro de 2017

A quiche, receita conhecida como uma criação francesa, é na verdade, uma torta de origem alemã proveniente da região de Lorraine (Alsácia-Lorena). Este era um território da população germânica e foi tomado pelo Luís XIV, foi devolvido depois, foi anexado pelo Terceiro Reich em 1940 e retomado pela França em 1945. A palavra quiche vem do dialeto da região e quer dizer “kuchen”, que significa torta. Basicamente é feita com creme de ovos, creme de leite fresco, toucinho, noz moscada e bacon. A treta com a quiche é coisa antiga e é sobre isso que eu quero falar.

Quando adaptamos receitas clássicas para versões vegetarianas ou brasileiras, tem gente que acha que não é uma boa, pois, defende-se que o ideal é criar novas receitas, desenvolver novas ideias. Até concordo. Mas, olha: pra isso eu tenho uma resposta baseada na história da quiche: receitas estão aí pra serem adaptadas e chamadas de suas. Imagina que louco: a gente achando que a quiche era sempre francesa, mas numa dessas, eles até “pegaram”a ideia dos alemães e venderam pro mundo como se fossem deles. Com a gastronomia acontece muito disso, mas como a comida faz parte da cultura, ela é dinâmica, não para. Se, antes o acesso aos ingredientes era limitado e restrito, atualmente a infinidade é tanta e tem tanta informação, que insistir sempre na mesma receita é no mínimo, chato, né não?

A versão que fiz da quiche leva creme de tofu no lugar dos ovos. Publiquei a foto no Instagram e agora revelo alguns segredinhos:

  • A base da torta foi farinha de grão de bico + azeite + sal. Uma xícara da farinha, uma colher de sopa de azeite e uma de chá de sal. Misturei e coloquei na forma.
  • Pré-assei a base por 10 minutos. Retirei do forno e preparei o recheio.
  • Esta quiche é uma versão vegetariana, então coloquei cogumelo e alho poró previamente salteados com azeite. Se você não tem isso, pode usar cebolas levemente douradinhas, abobrinha.
  • O creme eu fiz com uma xícara de tofu, meia xícara de leite de castanha de caju (pode ser outro), pimenta moída na hora, sal, noz moscada. Este creme fica bom para gratinar também ou ser usado no lugar do creme de leite.
  • Eu tinha um queijo falsiane de castanha de caju (aqui a receita completinha) que usei para dar uma crocância.
  • O resultado é um prato bem delicioso, leve e saboroso.