Artesanal, Cozinha coletiva, Plantas

Mude a sua relação com a comida e viva melhor

9 de fevereiro de 2017

Quem afirma isso é o Kleber Antonio, Iristerapeuta , Quintaleiro e mediador de Oficinas sobre Quintal e Pancs- Plantas Alimentícias não convencionais. Conheci o Kleber há um ano atrás, e desde então, também virei “coletora” de alimentos que não são comerciais, desconhecidos pela maioria das pessoas. Achei as ideias dele muito interessantes, porque estamos em um momento em que é necessário e urgente repensar a nossa relação com os alimentos. E não falo de dieta pra ser saudável, emagrecer, não. Acho que devemos nos perguntar: O que entendemos por comida?

Eu entrevistei o Kleber em uma praça aqui em Curitiba, então tem barulho, gente falando. E, nesta mesma praça, a gente achou algo para comer, como você pode ver no vídeo. Ele mencionou que a ideia que temos de alimento é o da comida comprada pronta,  industrializada. Se lembrarmos das nossas mães e avós, tanto no meio urbano quanto no meio rural, fazer a própria comida não só era o básico, quanto a única opção possível. Hoje, naturalmente, isso mudou, mas há diversas pessoas e grupos que buscam repensar e resgatar os valores da alimentação natural e das refeições compartilhadas. E, como fazer isso?

  • Colete o seu alimento- Pesquise sobre os diferentes tipos de alimentos e plantas e varie a sua alimentação.
  • Plante e cultive os seus alimentos- Exercite o trabalho manual, o cuidado com a natureza e colha o alimento aí na sua casa, apartamento, condomínio.
  • Coletive-se- Sabe aquela máxima: sozinhos somos fortes, juntos somos imbatíveis? Faça parte de um grupo de horta urbana aí na sua casa, faça pão em família, divida o que você tem, troque com amigos, familiares e vizinhos.
  • Ensine- Sabe mais sobre determinado assunto? Que tal compartilhar seu conhecimento e criar uma rede de práticas e saberes?

Bom, agora é só curtir a entrevista do Kleber, que falou sobre isso e mais um monte de coisas legais. Na entrevista ele menciona um livro, que é essencial para quem quer conhecer essas plantas, o nome é: Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, de Valdely Kinupp e Harri Lorenzi. É um calhamaço que reúne mais de 10 anos de pesquisa sobre as plantas e as suas características, tem receita, tem foto. Procure conhecer e mude as suas ideias sobre alimentação.

Para quem quiser saber mais sobre o trabalho do Kleber, este é o perfil dele:

 

Cozinha Natural

Como fazer leite e queijo parmesão “falsiane” de castanha de caju

1 de fevereiro de 2017

O leite de castanha de caju é um dos leites vegetais que eu mais gosto. Porém, como não é algo próprio aqui da região sul, o preço não é um dos mais atrativos e eu também não compro castanha de qualquer lugar (de empresas que exploram mão de obra infantil, por exemplo), eu procuro usar menos. Isso porque parte da nossa responsabilidade com a alimentação está em saber de onde vem o produto que consumimos, né?

Bom, vocês vão ver muitos leites vegetais aqui no blog. Este é um leite que fica bem suave, ideal para cremes, sorvetes, vitaminas e bolos.  Mas, neste post eu também já vou sugerir o “queijo parmesão falsiane” de castanha de caju, assim quando você for comprar os produtos na lojinha de produtos naturais, já compra tudo de uma vez

RENDIMENTO: 1 litro  

VALIDADE: até 4 dias

TEMPO DE PREPARO: requer 8h de molho.

 

Ingredientes

100 gramas de castanha de caju crua (sem sal)

1 litro de água mineral ou filtrada.


Como fazer:

Deixe as castanhas de molho por 8h. Depois deste período,  despreze essa água e bata as castanhas com 300 ml de água.  Se você quiser bem cremoso, pode deixar assim. Se não, acrescente os 700 ml restantes. Coe com uma peneira fina. Conserve o leite em geladeira por até 4 dias.

 

Dicas

 

  • Se quiser, acrescente extrato de baunilha, cacau ou canela ao leite.
  • Para molhos e cremes, acrescente a cada 250ml de líquido, 1 colher de sopa de amido de milho.  

 

Queijo “falsiane” de castanha de caju

RENDIMENTO: 1 xícara

VALIDADE: 1 semana.

 

Penne com abobrinha, berinjela, tomate e queijo falsiane!

 

Ingredientes: 

  • 1 xícara de castanhas de caju cruas
  • Sal a gosto
  • Levedo de cerveja ou o Nutritional Yeast

Como fazer:

Coloque as castanhas, o sal e o levedo de cerveja em um liquidificador ou processador até triturar bem. Coisa de 3, 4 minutos. Pronto! Eu gosto mais “granulado” mas, se você quiser bem um pózinho, bata mais.

Dicas

  • O levedo de cerveja é usado pra dar aquele sabor que lembra o queijo, levemente ácido.
  • Se gostar, acrescente orégano, cebola em flocos ou alho.
  • Pra dar uma cor e um sabor diferente coloque açafrão da terra ou curry.
  • O Nutritional Yeast tem um sabor mais suave, é mais saboroso que o levedo e pode ser usado em outras receitas de queijos vegetais. É, porém, um pouco mais caro (muito mais).
Artesanal, Cozinha clássica, História, Receitas Veganas Práticas

A melhor quiche sem ovos que eu já fiz

1 de fevereiro de 2017

A quiche, receita conhecida como uma criação francesa, é na verdade, uma torta de origem alemã proveniente da região de Lorraine (Alsácia-Lorena). Este era um território da população germânica e foi tomado pelo Luís XIV, foi devolvido depois, foi anexado pelo Terceiro Reich em 1940 e retomado pela França em 1945. A palavra quiche vem do dialeto da região e quer dizer “kuchen”, que significa torta. Basicamente é feita com creme de ovos, creme de leite fresco, toucinho, noz moscada e bacon. A treta com a quiche é coisa antiga e é sobre isso que eu quero falar.

Quando adaptamos receitas clássicas para versões vegetarianas ou brasileiras, tem gente que acha que não é uma boa, pois, defende-se que o ideal é criar novas receitas, desenvolver novas ideias. Até concordo. Mas, olha: pra isso eu tenho uma resposta baseada na história da quiche: receitas estão aí pra serem adaptadas e chamadas de suas. Imagina que louco: a gente achando que a quiche era sempre francesa, mas numa dessas, eles até “pegaram”a ideia dos alemães e venderam pro mundo como se fossem deles. Com a gastronomia acontece muito disso, mas como a comida faz parte da cultura, ela é dinâmica, não para. Se, antes o acesso aos ingredientes era limitado e restrito, atualmente a infinidade é tanta e tem tanta informação, que insistir sempre na mesma receita é no mínimo, chato, né não?

A versão que fiz da quiche leva creme de tofu no lugar dos ovos. Publiquei a foto no Instagram e agora revelo alguns segredinhos:

  • A base da torta foi farinha de grão de bico + azeite + sal. Uma xícara da farinha, uma colher de sopa de azeite e uma de chá de sal. Misturei e coloquei na forma.
  • Pré-assei a base por 10 minutos. Retirei do forno e preparei o recheio.
  • Esta quiche é uma versão vegetariana, então coloquei cogumelo e alho poró previamente salteados com azeite. Se você não tem isso, pode usar cebolas levemente douradinhas, abobrinha.
  • O creme eu fiz com uma xícara de tofu, meia xícara de leite de castanha de caju (pode ser outro), pimenta moída na hora, sal, noz moscada. Este creme fica bom para gratinar também ou ser usado no lugar do creme de leite.
  • Eu tinha um queijo falsiane de castanha de caju (aqui a receita completinha) que usei para dar uma crocância.
  • O resultado é um prato bem delicioso, leve e saboroso. 
Comida de verdade

Baixe o livro “Em defesa da comida” do autor Michael Pollan

31 de janeiro de 2017

Um manifesto em defesa da comida e da cozinha, embasado a partir de dados jornalísticos, referências científicas e amplo aporte bibliográfico, faz deste livro uma referência fundamental em estudos de alimentação, consumo, meio ambiente, cultura alimentar e sociedade. Para quem se interessa por essas temáticas, o autor faz uma crítica bem interessante sobre o nutricionismo, isto é, a ideologia sustentada pela indústria alimentícia, mídia e governo sobre o que deve ser consumido. Neste ponto, ele questiona porque acreditamos que alguns alimentos vendidos nos supermercados trazem benefícios para a saúde enquanto deixamos de lado o consumo de alimentos naturais, que são repletos de nutrientes.

O livro todo vale a leitura, mas o que eu considero bem importante é a análise que Pollan faz sobre como podemos nos alimentar melhor e com mais prazer. Ele é bem direto: coma comida, ou melhor, “não coma nada que não possa apodrecer” e não acredite nos benefícios vendidos pela indústria de alimentos, como os alimentos enriquecidos ou aqueles que prometem milagres. O autor defende um ponto que eu acho essencial pra pensar a comida, que é pensar o alimento em todo o seu contexto cultural e social, e não apenas nos aspectos nutricionais.

Ah, não esqueça de consultar ao final, a lista de referências e sites divididos por temas e categorias. É muito material para quem estuda alimentação, nutrição e mídia alimentar.  

Baixe aqui: em-defesa-da-comida

 

Artesanal, Cozinha Natural

Leite de aveia é fácil e barato de fazer

31 de janeiro de 2017

 

RENDIMENTO: Meio litro.

TEMPO DE PREPARO: 30 minutos.

Quando começamos a adotar uma alimentação mais natural, um dos alimentos que consumimos com menor frequência é o leite de vaca. Mas, aí você pergunta: e bebe o quê no lugar? Tcharaã! Leites vegetais, que são ótimos substitutos para o leite convencional. Confesso que alguns fogem do meu orçamento semanal, como os de amêndoas e castanha de caju, aí sempre recorro para o Leite de Aveia, o mais fácil e barato de todos os leites vegetais do mundo!

 

Leite de aveia é ideal para quem busca uma alternativa ao leite convencional

Tá, pode não ser do mundo, mas entre os leites vegetais é o mais acessível. Olha só o que você vai precisar.

Ingredientes:

  • 30 minutos do seu dia
  • 2 xícaras de água (mineral, filtrada) morna
  • 1 xícara de aveia integral (orgânica, se o orçamento permitir)
  • Opcionais: canela, cacau, extrato de baunilha, melado, açúcar de coco, café gelado.

Utensílios:

  • Peneira
  • Liquidificador

Faz assim:

  1. Cubra a aveia com água e deixe de molho por pelo menos 30 minutos.
  2. Após este tempo, descarte essa água do molho e bata a aveia com as duas xícaras de água.
  3. Coe e está pronto.
  4. O resíduo que sobra deste leite pode ser usado para mingau, engrossar cremes ou ainda para ser a base de biscoitos de aveia (não joga fora, tá).

Extra, extra!

Se quiser mais “ralinho” bata com mais água. Se for usar pra molho, por exemplo, acrescente 1 colher de sopa de amido de milho. Fica muito bom para o estrogonofe ou bechamel vegano.

Comida brasileira, Cozinha coletiva, Cozinha Natural, Cozinhar

Cozinhar é coletivo

5 de dezembro de 2016
Feijuca da Bela

Feijuca da Bela

Em outubro, eu e a Isabela Faust- Cozinheira, Confeiteira Natural e aventureira profissional- resolvemos inventar moda e cozinhamos juntas no Coletivo Alimentar, um lugar bacaníssimo em Curitiba, que tem o objetivo de valorizar produtos, produtores e cozinheiros locais. No Coletivo, além de pessoas ótimas, você acha boa comida, café bom, insumos que vem de Agricultura Familiar, orgânicos, cerâmicas lindas, produtos de artesãos locais, etc, etc.  Aliás, este tipo de negócio, que reúne diversos profissionais independentes, está se tornando muito comum na capital paranaense. Esta é uma dinâmica muito interessante, porque são estes movimentos “alternativos” que dão uma renovada nos serviços, nos bares, nos negócios locais. Eu sou uma verdadeira entusiasta deste pequenos negócios e quando posso estou em todas.

Só pra contar pra vocês o que a gente inventou. Como a proposta era uma comida de Boteco, porém Vegetariana, eu e a Bela, fizemos um cardápio bem simples de Feijoada Vegetariana, Bolinho de Vatapá, Salada de Pupunha com Capim Cidreira e Farofa de Castanha de Caju e Berinjelonça, que é uma “leitura” da Carne de Onça, petisco típico aqui de Curitiba, que leva carne crua, cebola, mostarda e outros temperos. Dá uma olhadinha nas fotos.

Bolinho de Vatapá da Bela com Vinagrete e Chutney de Pimenta Cambuci

Bolinho de Vatapá da Bela com Vinagrete e Chutney de Pimenta Cambuci

Broa preta, Iscas de Berinjela, Cebolinha e Mostarda.

Broa preta, Iscas de Berinjela, Cebolinha e Mostarda.

A Berinjelonça é feita com a Berinjela Cortada em fatias finas. O esquema da Berinjela, sempre que você for usar, é deixar de molho por pelo menos 30 min. Isso tira o amargor dela. Aí é refogar a cebola com azeite, acrescentar as iscas de berinjela, molho inglês, sal, pimenta, páprica picante e claro, uma cachaça. Aí é: ou manteiga na Broa (pra quem é Ovo-lacto) ou Maionese Vegan, Berinjela, Cheiro Verde, mostarda e azeite. Pronto! Até quem não é vegetariano, vai curtir!!

Cozinhar, panc, Plantas

Pizzas artesanais feitas com PANC

18 de novembro de 2016

Em maio, tive a oportunidade de conhecer algumas Plantas Alimentícias não Convencionais, que são chamadas de PANC’s. A desculpa pra isso foi fazer pizza o dia inteiro com o Kleber do Quintal Comestível, quintaleiro assumido, que estuda e ministra cursos sobre PANC e hortas urbanas e os amigos do Pão da Casa, Rene Eugenio Seifert e Vanessa Strey Seffert, na Colônia  Witmarsun-PR, situada no município de Palmeira.

Provavelmente vocês vão ler muito por aqui sobre modos alternativos de alimentação e sobre pão, principalmente a padaria artesanal praticada pelo pessoal do Pão da Casa, iniciativa da qual somos fãs e entusiastas. Se o seu desejo é o de se dedicar um pouco mais a estas formas de se relacionar com a comida, você está no lugar certo, pode ter certeza.

Mas, voltando às maravilhosas PANC: em resumo são flores, frutas, ervas, hortaliças, que crescem no “mato” ou na cidade. Como elas não são comuns, as pessoas acabam achando que são ervas daninhas ou venenosas, o que não é verdade. A vantagem de reconhecer, comer e plantar este tipo de comida é aumentar o repertório  de nossa alimentação e praticar a diversidade alimentar. Com isso, a gente desenvolve autonomia pra entender a comida como algo muito mais amplo do que nos dizem que é certo comer. A gente se apropria da comida.

Mas, se eu sair por aí comendo mato, erva na rua ou no mato, eu não morro? Morre, não. Claro, que como toda descoberta você precisa pesquisar antes e perguntar pra quem entende. Uma dica é consultar este guia aqui, do pessoal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que explica quais são algumas das PANC mais comuns com fotos, nome científico e até receitas.

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Crédito da imagem: Vanessa Strey Seffert- Mesa de PANC: Coração de Banana, Cará-Moela, Ora- pro- nóbis, Capuchinha, Urtigão, Hibisco.

pizza

Crédito da imagem: Vanessa Strey Seffert. Pizza vegana com pesto de castanha do pará e tomate de árvore, conhecido como tomatillo.

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Crédito da imagem: Vanessa Strey Seffert. Rene compartilhando conhecimentos sobre pão e pizza.

Sobre o termo PANC: Este termo foi criado em 2008 pelo biólogo e professor, Valdely Ferreira Kinupp e contempla todas as plantas que tem uma ou mais partes comestíveis. Podem ser plantas nativas, advindas de outros países e que foram cultivadas ou criadas de maneira espontânea, por qualquer pessoa.

Barateza, Comida brasileira, Comida de freela, Cozinhar é resistir

Quais são os valores que movem o TemperoMental

1 de fevereiro de 2016

O Tempero Mental surgiu há uns 8 anos atrás, muito antes do Instagram dar o ar de sua graça. A gente tirava as fotos dos nossos pratos com os ingredientes que tínhamos na geladeira, com uma câmera digital, que hoje é praticamente dada de graça por aí. Naquele tempo, eu ainda estava fazendo jornalismo e só depois, fui inventar de fazer Gastronomia, parcelar um celular melhor e por aí vai. De lá pra cá, mudamos e tentamos entender a dinâmica que move o mundo da cozinha e da comida.

De uma coisa temos certeza: tem espaço pra todo mundo. Mas, nós, gostamos de falar de algumas coisas mais do que outras. Por isso, você sempre vai encontrar por aqui:

  • Comida brasileira
  • Comida Vegetariana
  • Comida Vegana
  • Experiências coletivas
  • História da alimentação
  • Amizade e alegria por meio da cozinha (e da comida, claro)
  • Agricultura familiar
  • Colaboração
  • Orgânicos
  • Produção local
  • Troca de conhecimento
  • Baratezas
  • Receitas Adaptadas
  • Aproveitamento integral dos alimentos
  • PANC
  • Técnicas de cozinha para tod@s
  • Muita cozinha
  • Valorização do alimento bom e seguro pra todo mundo.
  • Muita cozinha, de novo.

O que você não vai encontrar:

  • Dicas de restaurantes “bons x  ruins”
  • O que você deve comer ou não
  • Quais alimentos são “bons” ou “maus”.
  • Críticas a restaurantes, bares, etc.
  • Dicas pra você emagrecer
  • Notícias gourmet
  • Nutricionismo
  • Agropecuária
  • Dicas detox
  • Dicas para você ter  mais músculos

A gente tem como meta compartilhar conhecimento e trocar experiências sobre a cozinha em sua formas e expressões mais simples, sempre dialogando com as maneiras alternativas de se relacionar com o alimento. Além disso, buscamos valorizar, sobretudo, as pessoas que trabalham pra levar a comida pra você, a produção local e a cultura da comida e da cozinha artesanal.

Cozinhar, Cozinhar é resistir

TemperoMental está de volta

31 de janeiro de 2016

Depois de uma breve (não tão breve) pausa, o TemperoMental está de volta com alguns quilos a menos e novo visual. Estudamos mais, pensamos e repensamos o que estávamos fazendo e comendo, e agora vamos compartilhar com você as nossas experiências.

Nosso foco é compartilhar conhecimento para que você possa comer melhor sem gastar muito. Para que repense os seus hábitos, os ingredientes e preparos e que possa usar melhor os recursos que tem disponível. Somos pautados pelo respeito à natureza, às pessoas e principalmente, pelo amor à comida.

Vamos pensar juntos sobre o que estamos comendo?