Comida brasileira, Cozinha Natural

Aprenda a preparar painço

30 de março de 2017

Fui conhecer o Painço em uma receita da Bela Gil (acho que era um refogado) e então pesquisei pra ver como se preparava o grão e se era fácil de achar em Curitiba. Primeiro, fiquei sabendo que ele é vendido com casca e sem casca. Bela Gil menciona que não se come com a casca, pois ela é muito fibrosa. Eu testei duas receitas: uma com a casca e a outra sem. Olha, com a casca deu bom sim.

 

Humanos podem comer painço?

 

O Painço também é uma semente que os passarinhos adoram, mas é muito possível e barato incluir painço na alimentação humana, pois além de nutritivo, ele é um carboidrato “bão” que promove a saciedade e libera açúcar aos pouquinhos no corpo.  Sugiro que no início, você procure pelo painço sem casca. O sabor e a textura lembram mesmo a quinoa e a linhaça. Pra ficar crocante o ideal é cozinhar com menos água e em menos tempo. Rende bastante e dá pra fazer um monte de coisa: finalizar saladas, fazer granola salgada ou até doce, usar no pão, farofas, etc.

 

Onde comprar Painço?

Em lojinhas de produtos naturais, que vendem grãos, sementes, cereais, ervas, temperos e condimentos a granel, você acha fácil. Em Curitiba, recomendo a Pop House Alimentos, que fica na Rua  Mariano Torres, 948 – Centro (tenha paciência e saiba o que você quer e a sua experiência será mais proveitosa, pois sempre está cheio e o pessoal faz o que pode pra atender bem).

Painço em grãos- alimento nutritivo e barato

Prepare o painço

Agora que você sabe o que é e como comprar o painço, é hora de cozinhar. Duas xícaras de painço, quatro de água ou caldo. Leva aí entre 25 e 30 minutinhos cozinhando. Separe a quantidade que você vai usar e armazene o restante. Eu usei em duas receitas. Uma, com a casca, foi uma Farofa com pimenta doce e pimentão verde pra acompanhar um Vatapá de Palmito, que eu já tinha pronto. A outra receita, foi somente os grãos (sem casca), temperados com laranja, raspas de limão, pimenta do reino, sal e salsa, pra salada de pote com agrião, berinjela grelhada, tomate cereja, pepino e abacate (ficou muito boa!). Bom, confere aí a receita da farofa e me conta depois o que achou.

Farofa de Painço com pimenta doce e pimentão

Farofa de painço, pimenta doce e pimentão

1 xícara de painço já cozido (eu cozinhei os grãos em caldo, por isso ficou mais escuro)

Meia cebola

Uma colher de sopa de óleo de coco

Meia xícara de pimentão verde

Meia xícara de pimenta doce ou pimentão vermelho

Sal

Pimenta a gosto

Como fazer

  1. Aqueça uma panela ou frigideira.
  2. Acrescente o óleo de coco e refogue a cebola até dourar.
  3. Coloque a pimenta doce ou pimentão vermelho.
  4. Coloque o pimentão verde.
  5. Acrescente o painço.
  6. Misture tudo e deixe dourar um pouco.
  7. Finalize acertando o sal e a pimenta.
  • Eu não tinha coentro na hora, mas acho que ficaria muito bom.

 

Cozinha coletiva, Cozinha Natural

Páscoa vegana em Curitiba

21 de março de 2017

Aprenda a fazer ovos de Páscoa Veganos e bombons trufados com a Bela- Confeitaria Natural

Para muita gente, comprar ovos e chocolates na Páscoa não é tarefa simples. Uma situação em que todo acaba esbarrando é a questão financeira. Os preços estão altos e para muitos, realmente não compensa gastar tanto em ovos de chocolate. Para outros, é a dificuldade de encontrar opções que não contenham lactose e que sejam livres de produtos de origem animal. Bom, pensando nisso, uma dica é aprender a fazer os próprios ovos de Páscoa recheados, os bombons e ainda por cima saber como embalar e vender. Ficou interessado (a)?

Entre os dias 25 e 26 de março, a Isabela Faust, da Bela Confeitaria Natural, vai ensinar isso e muito mais na Oficina: Ovos De Páscoa Recheados Veganos (turma 1), em Curitiba. Eu já fiz um curso com a Bela, e olha, é super legal. Ela entende muito de Confeitaria Natural, ou seja, doces incríveis que não tem açúcar, bolos e tortas sem glúten e livres de ingredientes de origem animal. Você não precisa ser vegano pra aprender a fazer e curtir as receitas.

Foto de Elo des Bois

Trufas vegan- Cacau Amma 70%

Então, não perde essa. Faça seus próprios ovos de Páscoa e economize dinheiro. Além disso, você vai poder fazer estas receitas quando quiser. O investimento vale a pena.

Isabela Faust em Oficina de Confeitaria Vegana- Foto de Elo des Bois

As vagas são limitadas, então corre!!

Serviço:

Ovos De Páscoa Recheados Veganos (turma 1)

A BELA – Confeitaria Natural trabalha com ingredientes livres de origem animal, por isso estes ovos de páscoa não contém lactose.

O que eu vou aprender?

Objetivo: Através de aulas práticas, você aprender a confeccionar ovos, bombons, embalagens e técnicas de decoração com chocolate.

O que vai rolar? 

– Ovos lisos e simples;

– Mesclados e recheados: trufado negro, trufado de cajú, cocadinha e paçoca lovers;

– Bombons Trufados;

– Como embalar;

– Dicas de onde comprar ingredientes e como lucrar.

Quem pode fazer?

Todas as pessoas interessadas em aprender as técnicas para confecção de ovos de páscoa veganos. A idade mínima: 15 anos;

Material Incluso

– Insumos para preparar os ovos de páscoa.

* Trazer para o curso touca e avental;

Datas (2 turmas):

Turma 1

Local: Bela Confeitaria Natural – Rua Thomaz Otto, 142 – Pilarzinho

25/03 (14h às 18h) – Preparo dos recheios e preparo das cascas de chocolate;

26/03 (14h às 18h) – Rechear os ovos, preparar os bombons e embalar;

Investimento e Infos:

Vagas limitadas: 6 pessoas por turma

Valor: R$ 120,00

Se inscreve já! https://goo.gl/forms/RvKxExpybMXPENdh2

Dúvidas?

isabela_fausto@hotmail.com ou 41 99759-2770

lorenalenara1@gmail.com ou 41 99912-8400

Barateza, Comida brasileira

Variar os alimentos é o segredo da alimentação vegetariana saudável

7 de março de 2017

A inspiração para este post veio a partir da leitura da matéria Dispensar carnes é possível com boa combinação de alimentos publicada no Estadão. A jornalista Juliana Carreiro faz uma boa reflexão sobre como é possível dispensar as proteínas de origem animal e ter uma alimentação vegetariana saudável. Eu não só acho perfeitamente possível, como pratico isso há muito tempo. Não sou vegana, mas 80% da minha alimentação não tem nada de proteína animal, não só por motivos vários que não cabem aqui, mas também porque a cozinha vegetariana e natural é ainda um universo que precisa ser melhor explorado por nós, brasileiros.

Diversificar os alimentos é uma forma de ter uma alimentação vegetariana mais saudável

Muita gente (ainda) associa a comida vegetariana a proteína de soja, as frituras, aos lanches, como “cachorro-quente”, pizzas e hambúrguer. Claro que isso também faz parte, é uma maneira de trazer um público que curte este tipo de comida para conhecer as versões vegetarianas e não deixar os vegetarianos “órfãos” destes quitutes, mas, além disso, a comida natural, a cozinha sem a carne e sem as proteínas de origem animal representam verdadeiros desafios tanto para os cozinheiros, quanto para quem está mudando os seus hábitos. Quando começamos a ter hábitos mais “naturebas”, inevitavelmente o paladar começa a ficar mais exigente e os alimentos industrializados, o açúcar, o excesso de sal, a maionese, margarina, etc., começam a não fazer mais sentido… Aí, que a mágica acontece: a gente começa a criar novos sabores e combinações.

Saladas que combinem frutas, legumes e verduras são ótimas para incrementar qualquer refeição

Esse é o segredo da alimentação vegetariana saudável: variar os tipos de alimentos e combiná-los para que a gente consiga suprir as nossas necessidades diárias de nutrientes. Por isso, não é porque a pessoa é vegana e come todo dia pizza de tofu e coxinha de jaca, que ela é mais saudável do que o cara que come carne e massa no refeitório da firma. É preciso combinar os alimentos para que haja esse equilíbrio. 

Mas, tem gente que sempre me diz isso: mas é muito caro comer bem! ou ainda, se eu dispensar a carne eu passo fome. Será mesmo? Olha o desafio: sugerimos algumas combinações de alimentos para o almoço. Tenta fazer isso por um ou dois dias. Depois, você troca as preparações, inventa as suas.. Hoje vou falar do almoço, mas em seguida posto sobre o café da manhã e jantar, ok? 

Dicas gerais

  • Se for comer em casa, tenha sempre: temperos variados (orégano, páprica, tempero árabe, pimenta síria, pimenta caiena). Se der, tenha também uns temperos frescos, como salsa, manjericão, coentro e cebolinha. Assim você varia o sabor das suas receitas, sem gastar muito.
  • Quando sobrar um dinheirinho, procure comprar: Tahine, Shoyu, sementes (gergelim, semente de girassol) e oleaginosas (nozes, amendoim, castanha). Estes são ingredientes que vão dar aquele “plus” e você vai sentir que não está comendo a mesma coisa todo dia.
  • Quando você receber o 13o salário ou uma herança- Compre um processador de alimentos e um Spiralizer- O processador vai ajudar você a criar mais receitas como leites vegetais, preparados para molhos, bases e etc. O Spiralizer simplesmente vai transformar aquele legume que seria refogado em super espirais, variando a forma e a textura do alimento.

Sugestões para o seu Almoço: 

SEGUNDA- Arroz+feijão+legumes salteados com óleo de coco+salada de alface, pepino e tomate.

TERÇA- Lentilha+cevadinha+berinjela grelhada + brócolis.

QUARTA- Abóbora + cogumelo+ arroz de coco + salada de abobrinha e pepino.

QUINTA- Abobrinha recheada com lentilha e cenoura + salada de pepino, cebola e tomate + purê de couve flor.

SEXTA- Arroz + feijão+couve refogada+ banana grelhada+ salada de chuchu

SÁBADO- Salada de grão de bico+abobrinha grelhada e salada verde.

DOMINGO- Chili de lentilhas e cogumelos + salada de tomates, cebola, pepino e abacate.

SEGUNDA- Feijão+ quiabo+farofa de cenoura e talos+salada de tomate e alface.

 

Hey! Aproveita e segue o Tempero no Insta. Tem um monte de dicas por lá.

Comida brasileira, Cozinha Natural

Duas formas para aproveitar a banana e NUNCA mais jogar fora

21 de fevereiro de 2017

Maneiras práticas e deliciosas de consumir a fruta mais popular do Brasil

Se existe uma fruta que é acessível para a maioria dos brasileiros, é a banana. Pra se ter uma ideia, o consumo médio é de 27 quilos de banana por pessoa no Brasil, 16 a mais do que a média no mundo. Algumas variedades das bananas mais consumidas no país são: a banana-nanica (nossa famosa banana caturra ou banana-anã) usada para vitaminas, doces, bolos e tortas, a banana da terra, que é consumida grelhada, frita ou ainda ensopada, como na moqueca, e a banana-prata, muito usada para doces, como a bananada ou ainda para sorvetes e cremes à base de banana.

A durabilidade da banana é curta, o que não significa dizer que ao menor sinal de fruta “feinha” batidinha ou meio passada, você tenha que jogar a fruta fora. Inclusive a própria casca da fruta é usada para fazer docinhos, bolo ou ainda ser utilizada como adubo orgânico para plantas. Bom, por isso, veja agora duas dicas pra você aproveitar a banana de maneiras diferentes e deliciosas.

Estas bananas estão ideais para o preparo de doces, tortas e sorvetes.

#1- Congele a banana- Quando a banana, principalmente a caturra ou a prata, estiverem maduras, e você perceber que a casca está quase ficando mais escura, descasque e corte a banana em rodelas, guarde em um saquinho e congele. Pra usar, basta bater ou processar a banana com leite vegetal, leite de coco, frutas e consumir como vitamina ou smoothie, por exemplo. No e-book eu sugiro uma receita muito boa com a banana congelada combinada com outras frutas.

 

Corte em rodelas e guarde em um saco plástico.

 

Elas vão ficar assim. Tire do congelador somente quando for usar.

#2- Substituto de ovos para receitas vegetarianas- Há diversas formas de substituir os ovos nas preparações vegetarianas e tudo vai depender do que você quer preparar. A banana madura amassada é muito boa para receitas de bolos, muffins ou cookies. Porém, o sabor da banana é bem pronunciado, se você não gosta muito, coloque cacau, coco ou especiarias, como a canela.

Olha uma torta que fiz com as bananas congeladas!

Esta receita fez o maior sucesso no Instagram. É só banana congelada com leite de coco e chocolate. Faz algumas camadas e pronto! Esta base pode ser feita do jeito que você quiser.

Gostou? Não esquece de seguir a gente no Instagram e conferir nossas dicas pra inspirar você a ter uma vida mais natural e gostosa.

Comida brasileira, Cozinha Natural, receitas vegetarianas

Comida natural e deliciosa: receitas incríveis para você comer bem sem gastar muito

19 de fevereiro de 2017

 Comer bem e de maneira natural não precisa ser algo monótono e sem sabor. Que tal aprender a preparar refeições, lanches e pratos completos com frutas, verduras e legumes da estação, gastando menos e comendo com qualidade? Esta é a nossa proposta com o e-Book Receitas Práticas e Baratas para um verão natural. Compartilhamos receitas exclusivas para quem quer ter uma alimentação com menos ingredientes industrializados e usando ingredientes que estão disponíveis para a maioria das pessoas.

Versão vegan da maionese leva poucos ingredientes e é uma das receitas exclusivas do e-book

Você vai encontrar 5 receitas especiais para o verão e mais duas receitas extras, que você pode preparar sempre que quiser variar o cardápio. Aliás, este é o nosso objetivo com este e-book: oferecer sugestões para que você possa variar as suas refeições diárias. Você vai ver que com um pouco de criatividade, é possível transformar aquilo que comemos e oferecemos para os outros. Com isso você vai sentir mais prazer em comer e preparar a sua comida. Que tal começar hoje mesmo?

Baixe grátis o e-Book: Receitas Práticas e Baratas para um verão natural e compartilhe essas receitas  com quem você gosta!

Artesanal, Cozinha coletiva, Plantas

Mude a sua relação com a comida e viva melhor

9 de fevereiro de 2017

Quem afirma isso é o Kleber Antonio, Iristerapeuta , Quintaleiro e mediador de Oficinas sobre Quintal e Pancs- Plantas Alimentícias não convencionais. Conheci o Kleber há um ano atrás, e desde então, também virei “coletora” de alimentos que não são comerciais, desconhecidos pela maioria das pessoas. Achei as ideias dele muito interessantes, porque estamos em um momento em que é necessário e urgente repensar a nossa relação com os alimentos. E não falo de dieta pra ser saudável, emagrecer, não. Acho que devemos nos perguntar: O que entendemos por comida?

Eu entrevistei o Kleber em uma praça aqui em Curitiba, então tem barulho, gente falando. E, nesta mesma praça, a gente achou algo para comer, como você pode ver no vídeo. Ele mencionou que a ideia que temos de alimento é o da comida comprada pronta,  industrializada. Se lembrarmos das nossas mães e avós, tanto no meio urbano quanto no meio rural, fazer a própria comida não só era o básico, quanto a única opção possível. Hoje, naturalmente, isso mudou, mas há diversas pessoas e grupos que buscam repensar e resgatar os valores da alimentação natural e das refeições compartilhadas. E, como fazer isso?

  • Colete o seu alimento- Pesquise sobre os diferentes tipos de alimentos e plantas e varie a sua alimentação.
  • Plante e cultive os seus alimentos- Exercite o trabalho manual, o cuidado com a natureza e colha o alimento aí na sua casa, apartamento, condomínio.
  • Coletive-se- Sabe aquela máxima: sozinhos somos fortes, juntos somos imbatíveis? Faça parte de um grupo de horta urbana aí na sua casa, faça pão em família, divida o que você tem, troque com amigos, familiares e vizinhos.
  • Ensine- Sabe mais sobre determinado assunto? Que tal compartilhar seu conhecimento e criar uma rede de práticas e saberes?

Bom, agora é só curtir a entrevista do Kleber, que falou sobre isso e mais um monte de coisas legais. Na entrevista ele menciona um livro, que é essencial para quem quer conhecer essas plantas, o nome é: Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, de Valdely Kinupp e Harri Lorenzi. É um calhamaço que reúne mais de 10 anos de pesquisa sobre as plantas e as suas características, tem receita, tem foto. Procure conhecer e mude as suas ideias sobre alimentação.

Para quem quiser saber mais sobre o trabalho do Kleber, este é o perfil dele:

 

Cozinha Natural

Como fazer leite e queijo parmesão “falsiane” de castanha de caju

1 de fevereiro de 2017

O leite de castanha de caju é um dos leites vegetais que eu mais gosto. Porém, como não é algo próprio aqui da região sul, o preço não é um dos mais atrativos e eu também não compro castanha de qualquer lugar (de empresas que exploram mão de obra infantil, por exemplo), eu procuro usar menos. Isso porque parte da nossa responsabilidade com a alimentação está em saber de onde vem o produto que consumimos, né?

Bom, vocês vão ver muitos leites vegetais aqui no blog. Este é um leite que fica bem suave, ideal para cremes, sorvetes, vitaminas e bolos.  Mas, neste post eu também já vou sugerir o “queijo parmesão falsiane” de castanha de caju, assim quando você for comprar os produtos na lojinha de produtos naturais, já compra tudo de uma vez

RENDIMENTO: 1 litro  

VALIDADE: até 4 dias

TEMPO DE PREPARO: requer 8h de molho.

 

Ingredientes

100 gramas de castanha de caju crua (sem sal)

1 litro de água mineral ou filtrada.


Como fazer:

Deixe as castanhas de molho por 8h. Depois deste período,  despreze essa água e bata as castanhas com 300 ml de água.  Se você quiser bem cremoso, pode deixar assim. Se não, acrescente os 700 ml restantes. Coe com uma peneira fina. Conserve o leite em geladeira por até 4 dias.

 

Dicas

 

  • Se quiser, acrescente extrato de baunilha, cacau ou canela ao leite.
  • Para molhos e cremes, acrescente a cada 250ml de líquido, 1 colher de sopa de amido de milho.  

 

Queijo “falsiane” de castanha de caju

RENDIMENTO: 1 xícara

VALIDADE: 1 semana.

 

Penne com abobrinha, berinjela, tomate e queijo falsiane!

 

Ingredientes: 

  • 1 xícara de castanhas de caju cruas
  • Sal a gosto
  • Levedo de cerveja ou o Nutritional Yeast

Como fazer:

Coloque as castanhas, o sal e o levedo de cerveja em um liquidificador ou processador até triturar bem. Coisa de 3, 4 minutos. Pronto! Eu gosto mais “granulado” mas, se você quiser bem um pózinho, bata mais.

Dicas

  • O levedo de cerveja é usado pra dar aquele sabor que lembra o queijo, levemente ácido.
  • Se gostar, acrescente orégano, cebola em flocos ou alho.
  • Pra dar uma cor e um sabor diferente coloque açafrão da terra ou curry.
  • O Nutritional Yeast tem um sabor mais suave, é mais saboroso que o levedo e pode ser usado em outras receitas de queijos vegetais. É, porém, um pouco mais caro (muito mais).
Artesanal, Cozinha clássica, História, Receitas Veganas Práticas

A melhor quiche sem ovos que eu já fiz

1 de fevereiro de 2017

A quiche, receita conhecida como uma criação francesa, é na verdade, uma torta de origem alemã proveniente da região de Lorraine (Alsácia-Lorena). Este era um território da população germânica e foi tomado pelo Luís XIV, foi devolvido depois, foi anexado pelo Terceiro Reich em 1940 e retomado pela França em 1945. A palavra quiche vem do dialeto da região e quer dizer “kuchen”, que significa torta. Basicamente é feita com creme de ovos, creme de leite fresco, toucinho, noz moscada e bacon. A treta com a quiche é coisa antiga e é sobre isso que eu quero falar.

Quando adaptamos receitas clássicas para versões vegetarianas ou brasileiras, tem gente que acha que não é uma boa, pois, defende-se que o ideal é criar novas receitas, desenvolver novas ideias. Até concordo. Mas, olha: pra isso eu tenho uma resposta baseada na história da quiche: receitas estão aí pra serem adaptadas e chamadas de suas. Imagina que louco: a gente achando que a quiche era sempre francesa, mas numa dessas, eles até “pegaram”a ideia dos alemães e venderam pro mundo como se fossem deles. Com a gastronomia acontece muito disso, mas como a comida faz parte da cultura, ela é dinâmica, não para. Se, antes o acesso aos ingredientes era limitado e restrito, atualmente a infinidade é tanta e tem tanta informação, que insistir sempre na mesma receita é no mínimo, chato, né não?

A versão que fiz da quiche leva creme de tofu no lugar dos ovos. Publiquei a foto no Instagram e agora revelo alguns segredinhos:

  • A base da torta foi farinha de grão de bico + azeite + sal. Uma xícara da farinha, uma colher de sopa de azeite e uma de chá de sal. Misturei e coloquei na forma.
  • Pré-assei a base por 10 minutos. Retirei do forno e preparei o recheio.
  • Esta quiche é uma versão vegetariana, então coloquei cogumelo e alho poró previamente salteados com azeite. Se você não tem isso, pode usar cebolas levemente douradinhas, abobrinha.
  • O creme eu fiz com uma xícara de tofu, meia xícara de leite de castanha de caju (pode ser outro), pimenta moída na hora, sal, noz moscada. Este creme fica bom para gratinar também ou ser usado no lugar do creme de leite.
  • Eu tinha um queijo falsiane de castanha de caju (aqui a receita completinha) que usei para dar uma crocância.
  • O resultado é um prato bem delicioso, leve e saboroso. 
Comida de verdade

Baixe o livro “Em defesa da comida” do autor Michael Pollan

31 de janeiro de 2017

Um manifesto em defesa da comida e da cozinha, embasado a partir de dados jornalísticos, referências científicas e amplo aporte bibliográfico, faz deste livro uma referência fundamental em estudos de alimentação, consumo, meio ambiente, cultura alimentar e sociedade. Para quem se interessa por essas temáticas, o autor faz uma crítica bem interessante sobre o nutricionismo, isto é, a ideologia sustentada pela indústria alimentícia, mídia e governo sobre o que deve ser consumido. Neste ponto, ele questiona porque acreditamos que alguns alimentos vendidos nos supermercados trazem benefícios para a saúde enquanto deixamos de lado o consumo de alimentos naturais, que são repletos de nutrientes.

O livro todo vale a leitura, mas o que eu considero bem importante é a análise que Pollan faz sobre como podemos nos alimentar melhor e com mais prazer. Ele é bem direto: coma comida, ou melhor, “não coma nada que não possa apodrecer” e não acredite nos benefícios vendidos pela indústria de alimentos, como os alimentos enriquecidos ou aqueles que prometem milagres. O autor defende um ponto que eu acho essencial pra pensar a comida, que é pensar o alimento em todo o seu contexto cultural e social, e não apenas nos aspectos nutricionais.

Ah, não esqueça de consultar ao final, a lista de referências e sites divididos por temas e categorias. É muito material para quem estuda alimentação, nutrição e mídia alimentar.  

Baixe aqui: em-defesa-da-comida

 

Artesanal, Cozinha Natural

Leite de aveia é fácil e barato de fazer

31 de janeiro de 2017

 

RENDIMENTO: Meio litro.

TEMPO DE PREPARO: 30 minutos.

Quando começamos a adotar uma alimentação mais natural, um dos alimentos que consumimos com menor frequência é o leite de vaca. Mas, aí você pergunta: e bebe o quê no lugar? Tcharaã! Leites vegetais, que são ótimos substitutos para o leite convencional. Confesso que alguns fogem do meu orçamento semanal, como os de amêndoas e castanha de caju, aí sempre recorro para o Leite de Aveia, o mais fácil e barato de todos os leites vegetais do mundo!

 

Leite de aveia é ideal para quem busca uma alternativa ao leite convencional

Tá, pode não ser do mundo, mas entre os leites vegetais é o mais acessível. Olha só o que você vai precisar.

Ingredientes:

  • 30 minutos do seu dia
  • 2 xícaras de água (mineral, filtrada) morna
  • 1 xícara de aveia integral (orgânica, se o orçamento permitir)
  • Opcionais: canela, cacau, extrato de baunilha, melado, açúcar de coco, café gelado.

Utensílios:

  • Peneira
  • Liquidificador

Faz assim:

  1. Cubra a aveia com água e deixe de molho por pelo menos 30 minutos.
  2. Após este tempo, descarte essa água do molho e bata a aveia com as duas xícaras de água.
  3. Coe e está pronto.
  4. O resíduo que sobra deste leite pode ser usado para mingau, engrossar cremes ou ainda para ser a base de biscoitos de aveia (não joga fora, tá).

Extra, extra!

Se quiser mais “ralinho” bata com mais água. Se for usar pra molho, por exemplo, acrescente 1 colher de sopa de amido de milho. Fica muito bom para o estrogonofe ou bechamel vegano.